domingo, 30 de novembro de 2008

Novas emoções na Via Sacra 2009

Saiba tudo sobre os preparativos para a Via Sacra 2009 do Anjo da Guarda
Por Gina Lisboa
São Luís - A Via Sacra do Anjo da Guarda, periferia de São Luís é sem sombra de dúvidas uma das maiores montagens da Paixão de Cristo realizadas pelo país, sendo a segunda maior do nordeste.
O espetáculo é realizado pelas ruas do bairro há mais de 27 anos e já foi vista por mais de 1,5 milhões de pessoas, desde sua primeira apresentação em 1981.
Na edição de 2009, com o tema Segurança: questão de valor!, o Grupo Grita, realizador do evento, trará mais uma vez para o público um assunto baseado no tema da Campanha da Fraternidade da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
São mais de 100 famílias beneficiadas direta e indiretamente com o Projeto Via Sacra, que tem duração de 6 meses, o pontapé inicial foi dado no mês de agosto, quatro meses depois do encerramento do projeto de 2009, com a escolha do tema, elaboração do projeto, produção (captação de recursos), produção de textos, ensaios, gravações, oficinas e dois dias de apresentações.

“A Via Sacra hoje é um projeto com duração de 12 meses na verdade, nós do GRITA trabalhamos o ano inteiro para duas apresentações vistas por mais de 240 mil pessoas”, afirma Cláudio Silva, diretor geral do espetáculo e fundador do Grupo GRITA, sobre a dedicação do grupo na realização do evento. “São dezenas de reuniões, ficamos mais tempo no Teatro do que em casa, tudo em prol da comunidade e da resistência do teatro popular maranhense”, continua.
O Grupo GRITA está na fase de captação de recursos, encaminhando projetos e participando de reuniões com potenciais patrocinadores. “A grande dificuldade em conseguir parceiros para esse projeto, é que a cultura de uma forma geral ainda não é valorizada pelos empresários, é como se fosse um desperdício de dinheiro”, conta Cristiane Nascimento, da produção da Via Sacra.
O tema Segurança Pública dará mais uma vez ao grupo a chance de discutir e tentar coincientizar através da arte uma temática relevante para toda a sociedade. Partindo do presuposto que a violência atinge a todos, seja rico ou seja pobre, tenha estudo ou não.
“Aos poucos a comunidade do Anjo da Guarda está mudando suas características de um dos bairros mais volentos da capital maranhense, porque entidades e associações têm realizado ações que prestigiam jovens e adolescentes em situações de risco através do esporte, da dança popular e do teatro, e neste último o Grupo GRITA tem total responsabilidade através de projetos sociais e a Via Sacra é claro, que tem maior visibilidade e que gera emprego para esses jovens durante um período de 20 dias, nas oficinas, no elenco e na organização”, declara Renato Porto líder comunitário.

Estão faltando apenas 4 meses para a realização do evento e as próximas etapas serão os seminários internos e posteriormente com o elenco, conclusão do texto, seleção do elenco, gravações, ensaios e finalmente os dois dias do evento mais esperado pela comunidade da Área Itaqui-Bacanga.

O samba é bom! Melhor é Vieira

Por Ana Cely e Suely Moura

Simplicidade, sensibilidade e entusiasmo pela vida. É assim que pode ser definido o cantor e compositor maranhense Antonio Vieira que nasceu em São Luis no dia 09 de maio de 1920.

Aos 16 anos começou a se interessar por música e fez sua primeira canção, Mulata Bonita. Anos mais tarde escreveu o Poema Para o Azul, sua música preferida dentre as 325 que ele já compôs.

A simplicidade de Antonio Vieira é sua marca registrada e, é dela, inclusive, que vem a sua maior fonte de inspiração, pois as letras das suas músicas falam dos dilemas do homem comum, dos sofrimentos e das alegrias das pessoas simples. “Às vezes eu estou caminhando na rua e ouço as pessoas conversando... e uma frase, uma palavra solta no ar, mexe comigo de uma maneira inexplicável e me serve de inspiração para escrever.” Diz ele.

Apesar de Vieira ter começado sua carreira de compositor muito jovem, foi somente aos 60 anos que ele aprendeu a tocar violão, um instrumento do qual gosta muito, mas que jamais se preocupou em tocar de forma magnífica. Segundo ele, quem canta se preocupando em tocar bem o violão acaba perdendo a expressão de um sorriso, um gesto diferente ou um olhar emocionado das pessoas que o estão prestigiando.

O mestre Antonio Vieira está com 88 anos de idade e, embora muitas das suas canções ainda permaneçam ignoradas pelo grande público, ele, com certeza, já pertence, a um seleto grupo de artistas que terão suas obras imortalizadas na voz e no coração de todos os amantes da boa música.

Veja as fotos da entrevista

Confira os seguintes vídeos:
Vieira e o tempo
Vieira recitando o poema A Prece de Deus

Saiba mais
Biografia de Antonio Vieira
Entrevista com os compositores Antonio Vieira e Riachão

Poema A Prece de Deus

Mestre Antonio Vieira


Vieira e o tempo

Fotos da entrevista com o Mestre Antonio Vieira











A carreira de Antonio Vieira


Por Ana Cely e Suely Moura

Além de compor Antonio Vieira exerceu outras profissões durante a sua vida: já foi Diretor Administrativo de um hospital; serviu o Exército como Sargento; trabalhou na Rádio Timbira e hoje é apresentado com músico.

Em 1942, ele canta em público pela primeira vez com o quinteto Anjos do Samba. Em 1968, participa de um Festival de Música Popular e ganha o primeiro e segundo lugar com as músicas “Menino Travesso” e “Papagaio de Papel”.

Depois de 28 anos, o Mestre Vieira faz a sua primeira gravação, um compacto duplo chamado “Velhos Moleques”, que foi produzido por compositores maranhenses.

Teve indicação ao Prêmio Sharp em 1998, na categoria de melhor canção, com a música "Cocada", interpretada pela cantora maranhense Rita Ribeiro.

Em janeiro de 2001, Antonio Vieira fez um show magistral no Teatro Arthur Azevedo. Esse show intitulado “Antonio Vieira”, lotou o teatro por dois dias e teve convidados ilustres como Rita Ribeiro, Célia Maria, Elza Soares e Zeca Ballero.

Dono de um talento nato para a música,o Mestre Vieira soube aproveita o tempo para construir a sua extensa obra e toda ela é permeada de muita poesia, simplicidade e muito amor pela vida.

Poema Para o Azul

Mestre Antonio Vieira

MULATA BONITA

Mestre Antonio Vieira
Mulata bonita
Com laço de fita
E o corpo gingando
E sabe samba
Chinelas sem meia
Ela sapateia
Na roda de samba
Ela vai cantar
Machucando a gente
Com sua voz dolente
Com esses encantos
Ela me conquistou.

Doação de órgãos: um ato de amor e generosidade

Por Alice Albuquerque e Jackson Douglas
A doação de órgãos só existe através da conscientização, envolvimento e respaldo da população para reduzir o número de pessoas que esperam por um transplante. No entanto, muitas pessoas desconhecem ou mesmo não sabem como proceder diante de uma situação que requer a escolha de doar órgãos.
A doação de órgãos, além de um ato solidário, é a oportunidade de salvar a vida de pessoas portadoras de doenças crônicas e que dependem de um transplante para sobreviver.
A estudante Ingridiane Albuquerque, fala que é muito importante as pessoas serem doadoras. Ingridiane apesar da menor idade se considera uma doadora de órgãos, pois já deixou sua família ciente da sua decisão, caso lhe aconteça algo.

A doação de órgãos trata-se de um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado), existe também o transplante de tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (Receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto. Através do transplante muitas pessoas podem ser salvas ou mesmo terem melhores condições de vida.

Um ato de superação, assim que médicos e especialista definem a doação de órgãos, pois no momento da morte de um ente querido os familiares encontram-se muito sensibilizados. Só um sentimento de solidariedade e a certeza de ter salvado vidas pode confortar o coração e diminuir a dor.

“Quando aconteceu foi um choque pra gente, mas eu nem esperei a comissão vir fazer a abordagem, quando constataram a morte cerebral do meu irmão eu fui até os médicos e avisei que ele era doador. O sentimento que fica é o de ter ajudado alguém, é confortante saber que existem pessoas que foram salvas pelo meu irmão, ele ajudou oito pessoas e eu sei que onde estiver, com certeza está feliz.”. Assim procedeu a enfermeira Maria Eliane Savegnago que doou os órgãos do irmão.

A retirada de órgãos só acontece depois de constatada a morte cerebral do paciente, enquanto o coração continua pulsando e mantendo a irrigação sangüínea do corpo. É importante saber que a função da equipe médica e o seu objetivo é salvar vidas e a doação dos órgãos só será cogitada quando realmente a morte cerebral for verificada.

Por que existem poucos doadores?
A morte ainda hoje é um assunto temido por muitos, o tema “doação de órgãos” acaba sendo evitado em vida.

A atitude de para quem quer doar seus órgãos continua sendo comunicar aos familiares em vida sobre esta vontade, pois todos podem ser doadores desde que família autorize.

O maior medo que os familiares têm é de que o paciente não esteja realmente morto. É muito difícil ver o corpo corado, quente, com o coração pulsando e ter de se convencer que a pessoa não está mais lá.

A Administradora, Zima Amorim, fala que não se considera doadora, pois antes não havia informação, faltavam campanhas e divulgações que abordassem a importância deste tema. Zima, diz ainda que antes não se falava tanto em doação como nos dias atuais e devido a questões culturais ainda não amadureceu a idéia de doar ou não seus órgãos.

Já o médico onco-hematologista Gustavo Vilella, especialista em transplante de células-tronco do sangue (como medula óssea e sangue do cordão umbilical), diz que pessoalmente, sempre incentivou a doação de órgãos. Como prova recentemente perdeu seu avô, e sua família doou suas córneas, as únicas coisas que ele poderia dispor. “Meu avô viveu sempre fazendo o bem aos outros. E permitimos que ele fizesse o bem até o final da vida”. Vilella acredita que acima de tudo, a mudança de conscientização é um benefício que retorna para a própria sociedade.

Quando é hora de doar?

Por Alice Albuquerque e Jackson Douglas
A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feito em vida. Em geral são doadoras as pessoas que se encontram em situação de morte encefálica e as famílias autorizam a retirada dos órgãos.

A morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. A morte propriamente dita.
Após a decisão da família testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptor. Após os exames, a triagem é feita com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento.

Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas. Os órgãos mais usados são:
2 rins
2 pulmões
coração,
fígado e pâncreas,
2 córneas
3 válvulas cardíacas
ossos do ouvido interno
cartilagem costal
crista ilíaca
cabeça do fêmur
tendão da patela
ossos longos
fascia lata
veia safena
pele.

Mais recente foram realizados transplantes de uma mão completa.
Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas que não tem nem mais esperança.