quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PAI-NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS!

A oração mais famosa do mundo faz cada vez mais parte do dia-a-dia das salas de aula da rede de escolas públicas do país

Por Kaysterly de Oliveira

Imaginar aulas de Ensino Religioso onde as crianças e pais de alunos a aceitem como disciplina característica da escola é comum para um colégio católico. Porém, será que a mesma disciplina de exercício facultativo em escolas particulares vem sendo aceita como ensino obrigatório e preciso na rede pública de ensino?

Cristina, mãe de Caio, 7 anos e André, 8 anos, faz questão de deixar os filhos na escola para assistirem e quando voltam para casa, procura assimilar o conhecimento que os filhos adquiriram em sala de aula, instruindo-os sobre a comunhão e o respeito mútuo. “Acredito que a base dos valores éticos e do conhecimento religioso começa em casa, com a família, a escola apenas complementa esse conhecimento”, afirma Cristina.

O ensino Religioso nas escolas estaduais e municipais é uma exigência da Constituição Federal de 1988 que foi regulamentada em 1996 na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Para que a criança viesse adquirir valores morais e éticos, o princípio da educação do ensino religioso é o principal responsável pela criação e desenvolvimento do indivíduo na sociedade. Hoje a prática desta modalidade de ensino na grade curricular recebe verbas do estado.

Em São Luís, a escola Nice Lobão – CINTRA é uma das inúmeras escolas da cidade onde a disciplina é aceita de forma proveitosa pelos alunos. “Logo na chegada dos alunos de 1ª a 4ª série à sala de aula, todos sentam e rezam o Pai-Nosso satisfatoriamente, virou rotina”, afirma a professora de Ensino Religioso Luzimar de Sousa Mendonça que garante que nunca ouviu reclamação dos pais de alunos sobre as aulas. Afirma ainda, que essa prática de ensino deve ser impessoal. Suas aulas tratam da existência de Deus, de temas sociais e sobre o amor e nunca se deve convencer a criança que uma religião é melhor do que outra. “Nunca houve problemas acerca das variedades religiosas dos alunos, uma vez que ensinar religiosamente não é catequizar”, acrescenta a professora.

A diversidade de credos religiosos existentes no país, de acordo com o IBGE soma 43 denominações que se dividem em católicos, evangélicos e outras crenças. A maior representação no país é a religião católica. Onde 93% dos brasileiros consideram-se religiosos de acordo com a última pesquisa.

Para o frei José Luís Leitão, diretor do Instituto de Estudos Superiores do Maranhão-IESMA, o princípio da existência de um estado laico (sem religião) é maléfico para a sociedade, uma vez que nenhum ser humano pode viver sem pertencer a uma religião. No Brasil, mesmo com a variedade religiosa, as pessoas se consideram cristãs. Para ele, cabe à família instruir a criança a construir valores morais e éticos, a exercer a espiritualidade. “Os pais devem educar os filhos para uma sensibilidade religiosa e para uma sensibilidade moral” afirma o frei. O ensino Religioso como responsável pelo desenvolvimento de caráter está em segundo plano. “A prática do Ensino Religioso nas escolas, vai apenas acentuar os valores já centralizados no ser humano” conclui ele.

Saiba mais:
JESUS VAI À ESCOLA
Deus é um personagem como o Buzz Lightyear
Ensino Religioso Obrigatório

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A noite de São Luís não é mais a mesma! Os barzinhos agora têm música de qualidade

Por Rose Carvalho

Com apenas quatro meses de existência o Projeto Tempero Brasil já referencia nacional no cenário musical.

Idealizado pelo artista cantor e compositor Betto Pereira, o projeto está fazendo um som característico toda quinta a partir das 21h no bar e restaurante Kitaro-lagoa.

A banda Mina Negra é formada pela modelo e vocalista Alessandra de Queiroz, Jesse Fonseca no teclado e Marjone Tex na bateria.

O trio de músicos comanda a noite, mesclando a música popular brasileira e a música do Maranhão. O cardápio musical tem ritmos variados que vai de Gal Costa, Gilberto Gil, Rita Lee á Betto Pereira, Erasmo Dibell e João do Valle, a banda sempre mescla os sons do Brasil. Essa é a intenção do Projeto Tempero Brasil diz Betto Pereira.

O projeto recebe toda quinta feira um convidado diferente fazendo uma participação super especial, pelo palco do kitaro já passaram varias personalidades da Musica Popular Brasileira Produzida no Maranhão como: Chiquinho França, Erasmo Dibell, Cesar Nascimento, Ale e Luciana entre outros.

Tendo conhecimento deste projeto a apresentador Faa Morena do programa Ritmo Brasil que é exibido na Rede TV (nacional) veio a São Luis a convite do artista Betto Pereira e do apresentador Marcos Davi para fazer gravações das manifestações culturais do Maranhão como: Tambor de Crioula e o Cacuriá do laborarte. Os artistas Betto Pereira e Fauze Bayboun da banda Tribo de Jah também vão ser destaque em rede nacional.

A cultura do Maranhão é encantadora adorei todo o folclore. As gravações serão divididas em dois programas que será exibido nas próximas semanas diz a apresentadora Faa Morena.

Betto Pereira explica ainda que o projeto vai ser itinerante no ano de 2009. E fará intercambio cultural entre São Luis e outra cidades não só do Maranhão como também de outros estados do Brasil, sempre fortalecendo a cultura popular e divulgando os artistas.

Violência contra a mulher uma questão de denúncia

Por Ana Danielle Carvalho e Lauriane Gomes

Nos últimos anos a violência contra a mulher no Maranhão tem aumentado cada vez mais. Os casos mais freqüentes são agressões físicas e ameaças de morte. Muitas delas têm medo de denunciar seus agressores e segundo a Delegacia Especial da Mulher (DEM-MA), cerca de 10% delas retiram as queixas de seus parceiros.

A violência contra a mulher não escolhe raça e nem classe social, mas são as de classe média e baixa que denunciam com mais freqüência seu agressor.

Segundo Boanerges Aires Junior, comissário da Polícia Civil - DEM (Delegacia Especial da Mulher). No Maranhão são registradas 30 ocorrências por dia, só neste mês de novembro 400 casos de agressões foram contra a mulher. E durante o ano de 2008 são mais de dois mil e novecentos e vinte e oito casos de parceiros agressores que são intimados e somente são confirmados dois flagrantes por mês.

A cada ano o índice de violência contra a mulher vem aumentando e no Maranhão esse índice chega a ser assustador. Vânia Penha, investigadora de polícia (DEM-MA), explica que na segunda-feira são registrados inúmeros casos de agressões devido ao final de semana.

A lei
Com a lei Maria da Penha, aprovada em 2006, tornou o processo de punição aos agressores de mulheres penas mais dura. A lei presume que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada.

No Maranhão, existe uma casa de apoio que é filiada ao Tribunal de Justiça do Maranhão, que assegura mulheres que sofrem algum tipo de agressão e corre risco de morte. Esta instituição é sigilosa para que os agressores não tentem uma nova violência, ou seja, as mulheres e crianças são direcionadas a casa de abrigo pra que a sua integridade física seja totalmente resguardada.

Segundo a diretora do abrigo Sª, Raimunda Nonata Nascimento ela nos relata que, “A instituição tem como missão atender mulheres vítimas de violência doméstica e inseri-las novamente na sociedade”.

Hoje a casa abriga quatro mulheres e nove crianças, em sua estrutura tem profissionais da área de Serviço Social, Direito, Enfermagem, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e acompanhamento religioso.

Viver com um agressor em sua própria casa não é tarefa fácil, principalmente para quem não tem coragem de enfrentar e denunciar seu companheiro, pois a maioria das vítimas são dependentes,não tem instrução,às vezes um emprego e nem o apoio necessário da família .

A comerciante (L.B.G- 35 anos) ,descreve que por várias vezes foi agredida pelo seu marido e em todas as ocasiões ele estava embriagado. “Já até sair de casa com meus filhos, por não agüentar as humilhações”.

Denúncia
Toda mulher violentada física ou moralmente deve denunciar o agressor, pois existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. A sede da Delegacia está localizada na Avenida Beira Mar, 534 - Centro e telefone para denuncia é o 0800 280 6060.

A Secretaria de Estado da Segurança Cidadã tem um programa que interliga todo o Maranhão, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento necessariamente informativo. Todas as informações sobre o ocorrido visam informar a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.

Saiba mais:
http://www.violenciamulher.org.br/
http://www.agenciabrasil.gov.br/
http://www.forumplp.org.br/
http://www.naoviolencia.org.br/
http://www.umsomundo.org/

Vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=_VQz9uk5WkU
http://www.youtube.com/watch?v=VTZFR_GBG-8

Brasil sofre as conseqüências da crise financeira americana

Por Maira Schneider e Suellen Wolff

A crise financeira teve início em 2001 devido à baixa nas taxas de juros. Com isso, os norte-americanos aproveitaram a situação e refinanciaram seus imóveis pegando dinheiro em troca o que acabou gerando um aumento na procura e o valor teve recorde histórico.

Com o passar dos meses, a taxa de juros ficou mais alta e a atratividade do mercado imobiliário ficou menor. No ano de 2007, a crise imobiliária chegou até as bolsas de valores e as prestações dos imóveis por sua vez apertando e os americanos já não tinham mais dinheiro disponíveis para o consumo.

Diante da falta de dinheiro, os bancos americanos começaram a fechar as portas o que fez com o quê o crédito sofresse uma desaceleração expressiva no país como um todo, desaquecendo a maior economia do planeta.

Alguns comentadores de medias de referências, como por exemplo, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Bank for International Settlements, a British Financial Services Authorityh, o Financial Times estão muito preocupados e vivem advertindo contra as inovações financeiras.

Em maio de 2008, o número de bancos nos EUA que começaram a fechar suas portas chega a 90 e bate o recorde da crise em 2004.

Em agosto deste ano, a inflação dos EUA chega a 4,5%, a maior em 17 anos. Em outubro, a aprovação de um suposto pacote para amenizar a crise não foi suficiente para acalmar os temores dos investidores. Com uma medida emergencial para evitar uma desaceleração maior na economia, os EUA caíram em recessão, pois 70% do PIB americano é movido pelo consumo.

O Brasil ainda não sente todos os efeitos da crise financeira americana, na verdade, a economia brasileira cresce e o governo se torna mais popular batendo recorde nas pesquisas de opinião. No entanto, com a queda da BOVESPA e o forte balanço de pagamentos do país sofreu forte deterioração o que acabamos por perceber os sinais de fragilidade na economia do Brasil.


Para o economista Luis Fernando Silva, “A crise já era previsível”. Confira entrevista.

Links para textos relacionados
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL786970-9356,00-SEMANA+COMECA+COM+FORTE+TURBULENCIA+NOS+MERCADOS.html
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL785003-9356,00-LIDERES+EUROPEUS+SE+REUNEM+EM+PARIS+PARA+DISCUTIR+PLANO+CONTRA+CRISE.html
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL783736-9356,00-CAMARA+DOS+EUA+VOTA+AGORA+PACOTE+DE+SOCORRO+A+BANCOS.html
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG84990-8380-21,00-CRISE+FINANCEIRA+GERA+FORTE+ONDA+DE+SPAM+NOS+ESTADOS+UNIDOS.html


Matérias já publicadas sobre o assunto na web
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL787519-9356,00-CONHECA+O+HISTORICO+DA+CRISE+QUE+ATINGE+OS+MERCADOS.html
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL787428-9356,00-CONHECA+AS+MAIORES+CRISES+FINANCEIRAS+DA+HISTORIA.html
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL847482-9356,00.html

Vídeo

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Violência é igual a abuso, agressão, bestialidade, brutalidade, crueldade

Por Jenifer Rodrigues




O significado da palavra violência de acordo com o dicionário é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. No aspecto jurídico, o mesmo dicionário define o termo como o “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”.

A má distribuição de renda e o desemprego geralmente são os principais causadores da violência urbana. O Brasil passou a ser considerado um dos países mais violentos do mundo devido aos índices de assaltos, violência contra a mulher, violência contra crianças entre seqüestros e extermínios.

A violência urbana não consiste apenas em crimes físicos, mas, sim, em um desequilíbrio social que é a conseqüência de atitudes violentas como: pixações, depredações do espaço público, trânsito caótico entre tantos outros.

Existe a violência sexual, doméstica, contra mulher, violência física, violência moral, intrafamiliar e psicológica. Mesmo com esse sistema capitalista preconceituoso ainda existem pessoas que lutam para que a igualdade social se concretize na sociedade racista.



Desigualdade. Preconceito. Violência. Capitalismo. Sistema. Sociedade. É esse o ritmo da deste mundo globalizado.

Tendo observado esses ocorridos Thiago Araújo, professor de filosofia, montou um projeto chamado Erro no Sistema com o tema: violência. Buscando a ética humana, o respeito pela vida, justiça e amor ao próximo.

Esse trabalho é direcionado a alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. Esse trabalho já vem sendo realizado há três anos na escola que leciona. O tema deste ano foi voltado a violência de um modo geral.


Do dia 25/10 - 05/11 os alunos realizaram pesquisas de campo. O primeiro local visitado foi às praças do Centro Histórico de São Luís (Praça Deodoro, Praça da Alegria, Rua Grande, Praça João Lisboa e Praia Grande) com o objetivo de buscar a opinião da população a respeito da violência nos bairros através de questionários.

Esquadrão da Polícia Militar foi visitado visando entender o mecanismo de ação da polícia diante dos problemas sociais. Na Delegacia Especial da Mulher os alunos puderam contar com os esclarecimentos da Delegada Kazume referente às relações machistas e violentas que as mulheres sofrem na sociedade.

Kazume elucidou sobre a Lei 11.340 de 7 de agosto de 2006 mais conhecida como a Lei Maria da Penha. A delegada comentou com os alunos sobre casos de violências da capital, além de dizer aos alunos que é importante o respeito pelas diferenças.

A última visita foi ao CCN-MA para assistir uma palestra com a escritora Mundinha Araújo que juntos analisaram o racismo com uma das formas de violência na nossa sociedade, além de conversar sobre os 170 anos de Balaiada no Maranhão e o que essa revolta representou na vida do negro.

De Graham Bell a Steve Jobs: A evolução da telefonia

Mobilidade do celular revoluciona o mercado telefônico


Por Rafaela Lima

Liberdade, praticidade e mobilidade. Essas são as principais características do aparelho celular, invenção tecnológica que revolucionou a telefonia desde sua existência. Completando 25 anos de existência no Brasil, o aparelho celular não só implica dizer que se pode ligar de qualquer lugar, mas também, pode-se conectar a internet de qualquer lugar. Hoje em dia, as funções dos aparelhos são tantas, que a função de ligar fica apagada pelas outras. Somos tomados por funções como tirar e editar fotografias, acessar a internet, checar e-mails, editar documentos e até ouvir música como um mp3.

Evolução
Os celulares evoluíram bastante em seus modelos desde a sua criação. O primeiro modelo foi lançado pela Motorola, em 1983, e foi batizado como DynaTAC 8000X. O modelo tinha 30cm e pesava 1kg. Completamente diferente do hit do momento Iphone, modelo revolucionário da Apple, que tem tela touchpad e inúmeras funções de uso, além das já convencionais. No Brasil, a comunicação móvel só passou a funcionar em dezembro de 1990, no Rio de Janeiro.


Os primeiros aparelhos celulares só armazenavam 30 números de telefones e geralmente eram carregados nos carros, já que era muito pesado para ser carregado nas mãos. Suas baterias permitiam uma hora de conversação.

Em 1993, a IBM revolucionou o mercado da época e trouxe o Bell South/IBM Simon Personal Communicator, primeiro aparelho a integrar as funções de um telefone celular com PDA. Possuía calculadora, agenda telefônica, calendário, fax e um dispositivo de e-mails. Também, pesava apenas 500 gramas, muito mais leve do que os primeiros aparelhos vendidos pela Nokia, hoje líder neste segmento.


No fim dos anos 90, os aparelhos celulares começaram a ficar mais bonitos. Modelos como os Nokia 6160 e 8260, começaram a juntar serviço e beleza, trazendo aparelhos coloridos e com toques diferentes. A partir daí, o aparelho só evoluiu. Toques polifônicos e em mp3, câmeras de ultima geração integradas, serviço de e-mail e outras facilidades tornaram o celular um aparelho indispensável na vida do homem moderno.





Necessidade
Além de ser sinônimo de praticidade, o celular também significa necessidade. È muito comum ver pessoas se desfazendo do seu telefone fixo para ficarem com um, dois, ou até três aparelhos celulares, já que a necessidade de mobilidade é maior que ter um telefone fixo esperando por eles em casa.

Os usuários da telefonia preferem comprar vários aparelhos para aproveitar as promoções das operadoras de telefonia móvel. A operadora Oi, por exemplo, surgiu no mercado com a promoção que deixa os usuários falarem de graça nos finais de semana pelo período de 31 anos e teve uma adesão fora de controle pela operadora, que não imaginava que a promoção fosse tomar a magnitude que tomou. Houve uma época em que corria rumores de que a operadora iria cancelar a promoção, visto que seus usuários davam ‘prejuízo’ a eles falando desregradamente nos finais de semana. A TIM, que também possuiu o seu auge com a promoção de R$0,07 por minuto, atualmente resolveu aderir à moda dos bônus e dá até 400 reais para os seus clientes conversarem a qualquer momento, não só nos finais de semana. Os usuários abusam de promoções como essas e, com isso, economizam e movimentam o mercado ao mesmo tempo.
O engenheiro civil Luiz Roberto Lima, 54 anos, tem 3 celulares, com aparelhos simples. “Facilita muito a minha vida, pois viajo muito e alguns deles não funcionam em determinadas cidades, mas funcionam em outras, e assim por diante”, diz o engenheiro, que tem aparelhos simples, pois diz não saber usar tantas funções ao mesmo tempo. “Fico vendo meus filhos, que também tem dois aparelhos, mas que são cheios de funções e vivem com músicas e fotos diferentes no celular. Eu não preciso disso, só preciso ligar”, diz Luiz.

Alguns psicólogos têm estudado as influências e as transformações de comportamento dos adolescentes por causa da dependência que o celular vem causando nos jovens. A estudante de psicologia, Natália Coelho, diz que os celulares funcionam no cérebro dos adolescentes igual ao vídeo-game e ao computador. “Por isso os adolescentes se apegam tão fácil, mas também depende do sexo, já que a liberação de hormônios liberada no cérebro vai ser diferente em cada caso”, afirma Natália. “os meninos, por exemplo, tendem a gostar mais do vídeo game, pois estes liberam mais adrenalina, Já nas meninas, o efeito não é o mesmo. Percebe-se bem isto comparando a conta no final do mês: a conta das meninas sempre é mais cara, pois, para elas, é mais excitante ficarem antenadas nas amigas pelo telefone”, explica.



A adolescente Letícia Fecury, 16 anos, foi a primeira a ter um Iphone na escola em que ela estuda, em São Luís do Maranhão. Na época que o comprou, o celular nem tinha no Brasil pra vender, ainda. O pai de Letícia trouxe para a filha dos Estados Unidos, de presente e ela adorou. “Eu queria ter um, achei tão bonito, tão inovador... na época era novidade, não tinha nem no Brasil ainda. Uso quase todas as funções. Não uso o Youtube e nem o e-mail, mas o resto, uso tudo”, declara a estudante.


Mania sem fronteiras
O celular completa 25 anos de existência no Brasil e já quase ultrapassamos 60 milhões de usuários cadastrados nas quatro principais operadoras existentes no país. Nos Estados Unidos, por exemplo, 74% dos jovens possuem aparelhos celulares, e cada vez mais jovens. Também, o celular é considerado uma tecnologia descartável hoje em dia, já que trocamos de aparelho anualmente, no mínimo. A necessidade de comunicação e a globalização influenciaram muito neste processo de transformação. Antigamente, levavam-se dias para comunicar qualquer tipo de notícia a qualquer destino que fosse, já que o mundo não contava com tantos recursos tecnológicos como hoje. Agora, é necessário apenas um toque no display e você liga do Brasil para a China, por exemplo. O telefone, juntamente com a evolução da internet, revolucionou o jeito que o mundo se comunica e que as notícias acontecem, já que tudo se tornou globalizado com o passar dos anos.

O engenheiro mecânico Bruno Ribeiro, 25 anos, usa três aparelhos celulares e diz que não pensa em diminuir pelo menos um mudando para um celular mp9, por exemplo, que pega dois chips simultaneamente. “Até onde eu sei, a tecnologia de aparelhos desse tipo não está consolidada e a dor de cabeça com esse tipo de produto é maior do que andar com três aparelhos no bolso”, desabafa ele, que trabalha com pessoas de diferentes estados, por isso a necessidade de tantos números. “Só uso como despertador, mando e recebo mensagens de texto e ligo. Mas do que isso, não”, declara Bruno.


Já o estudante Victor Rolim, de 23 anos, tem dois celulares para não perder as promoções do mercado. “Todo mundo tinha um celular dessa operadora e ficava mais barato falar com meus amigos”, afirma ele.


A portabilidade trará vantagens para o consumidor. Agora, é possível manter o mesmo número de telefone e trocar de operadora, o que facilitará a vida de empresários e clientes que querem trocar de operadora e economizar, aproveitando as promoções e movimentando ainda mais o mercado.

Mulheres apenadas no Maranhão

Como vivem as encarceradas na única unidade prisional feminino do Estado

Por Jocileidia Feitosa

Primeira unidade prisional inteiramente dedicada à custódia de mulheres apenadas. Um espaço construído e adaptado ao universo carcerário feminino. Sua instalação consolidar-se-á como um avanço no âmbito da execução penal por parte desse segmento, historicamente excluído das políticas públicas de modo geral e da política penitenciária, em particular. O Centro de Reeducação e Inclusão Social das Mulheres Apenadas do Maranhão (CRISMA) tem espaço para oficinas, berçário, cozinha, sala de aula, enfermaria, além da malharia do projeto “Pintando a Liberdade”.

O Crisma conta uma população carcerária de cinqüenta e nove detentas, com algumas inseridas no mercado de trabalho fora da unidade, e as demais exercem atividades profissionalizantes nas dependências do próprio centro. As mulheres reclusas recebem treinamentos profissionalizantes com profissionais de diversas áreas, dentre elas, bordado, artesanato, fábrica de embalagens, corte e costura, trabalhos com biscuit, além do mais conta com o coral formado pelas próprias detentas.

O governo tem lançado programas para que as mulheres em presídios não sofram mais além de preconceitos a elas. Os projetos como: APAC, que promove a reeducação dessas mulheres, além de oferecer oficinas para que as mesmas tenham uma nova profissão. No CRISMA, localizado na Av. dos Holandeses- Olho D´agua, com a direção da diretora Josiane Oliveira, que segundo a mesma tem trabalhado praticamente como o modelo APAC, até porque este método ainda não trabalhado no Maranhão. No CRISMA, a área de saúde está bem trabalhada com a encarregada de saúde a Sra. Fátima Botelho, que não deixa a desejar quando se fala da saúde de suas presas. No Centro de Reeducação e Inclusão Social de Mulheres Apenadas do Maranhão (CRISMA), é promovido, semana da saúde, festas comemorativas.

Movimentos a favor das mulheres encarceradas

Por Jocileidia Feitosa

As detentas conta movimentos como o CUFA que dar apoio as apenadas, promovendo à integração de atividades sócio-culturais em todo estado do Maranhão, objetivando a conscientização das comunidades carentes a cidadania no seu mais abrangente significado, obtendo assim da sociedade, uma maior atenção aos problemas sociais. Identificando e potencializando Grupos de Pessoas engajadas na luta diária contra as várias formas de violência e exploração.

A população carcerária feminina cresceu consideravelmente. Se estabelecermos um parâmetro comparando em números percentuais, os presídios de mulheres aumentaram para acolherem o número de encarceradas, aproximados 60% a mais que a masculina. Mesmo sendo uma estatística assustadora, as mulheres continuam representando uma parcela muito pequena da população carcerária brasileira, no entanto, muito diferente do que se esperava, e caminhando para um numerário ainda maior, contrariando o que poderíamos prever.
Este aumento de mulheres presas na última década se deu pelo grande número de condenações por posse, uso e tráfico de drogas. A pena de prisão teve sua origem nos mosteiros da Idade Média, "como punição imposta aos monges ou clérigos faltosos, fazendo com que se recolhessem às suas celas para se dedicarem, em silêncio, à meditação e se arrependerem da falta cometida, reconciliando-se com Deus". Essa idéia inspirou a construção da primeira prisão destinada ao recolhimento de criminosos, a House of Correction, construída em Londres entre 1550 e 1552, difundindo-se de modo marcante no Século XVIII.
Dos lares a prisão
Parte das mulheres que ingressam no Sistema prisional, já vem de um histórico obscuro, algumas nos próprios lares vítimas de maus-tratos ou abuso de drogas (próprio ou de familiares próximos). As dependentes químicas, que estão fora dos presídios, por não possuírem antecedentes criminal, nem infringido as nossas leis. A prisão, tanto pela privação da liberdade, quanto pelos abusos que ocorrem em seu interior, na maioria das vezes, ocasionados pelas próprias apenadas entre si, constitui mais um elo seqüencial de múltiplas violências, que acabam delineando a trajetória de uma parte da população feminina.
Bárbara Musumeci Soares e Iara Ilgenfritz escritoras do livro “Prisioneiras” comenta, que "Muitas mulheres não suportavam o peso das emoções e se entregavam a um choro silencioso. Muito se discute a situação dos presos no Brasil, mas poucos voltam seu olhar à parcela feminina dessa população. Chamar a atenção para essa miopia do poder público e da sociedade é o que pretendeu um estudo coordenado pela socióloga e antropóloga Bárbara Musumeci Soares e pela advogada Iara Ilgenfritz.
Filhos longe de suas mães
Após o período de aleitamento materno é um dos momentos mais dolorosos do cárcere feminino, pois os quatro ou seis meses que mães encarceradas permanecem com seus bebês, são diferentes da gestação e concepção extra grade. A prioridade em mantê-los integramente juntos, faz com que este tempo seja sagrado e único, pois a única certeza existente é que logo haverá um adeus, que em milhares de casos, será para sempre.
O Projeto de Lei 5917/05, do deputado Gilberto Nascimento (PMDB-SP), que altera a Lei de Execução Penal (Lei 7210/84) para garantir aos filhos de presidiárias o direito à amamentação por pelo menos quatro meses. É prevista a criação de áreas reservadas para berçários nos presídios.

Pacto Nacional "Violência contra a Mulher"

Por Jocileidia Feitosa

A Violência Contra a Mulher é uma iniciativa do Governo Federal, que lançou o Pacto Nacional, suas ações principais consistem na consolidação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, incluindo a implementação da Lei Maria da Penha, a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e enfrentamento à feminização da Aids e outras DSTs, no combate à exploração sexual e ao tráfico de mulheres e na promoção dos direitos humanos das mulheres em situação de prisão.
Reduzir o índice de violência contra a mulher, é o principal objetivo deste projeto, que em conseqüência trará mudança cultural, proteger os direitos das mulheres em situação de violência principalmente às mulheres negras, indígenas e as que vivem no campo e nas florestas.

Superlotação e medicamentos, problemas principais nas unidades prisionais

Por Jocileidia Feitosa

No mês de abril do corrente ano, foram feitas inspeções realizadas pela Vara de Execuções Criminais (VEC) da capital, mediante à Resolução (nº 47/2008) do Conselho Nacional de Justiça, cumprida pela Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão, por determinação do corregedor Jamil de Miranda Gedeon. As inspeções percorreram várias unidades presidiárias, inclusive o Centro de Reeducação e Inclusão Social de Mulheres Apenadas (CRISMA), constatados além da superlotação cuja capacidade é 40 presas, faltam medicamentos básicos e ambulância.

O que ocorre nessas inspenções realizadas pelos órgãos responsáveis, não deixa de ser apenas casos de rotina, já que nenhuma providência é tomada. A superlotação continua, para levar tantas presas, sendo que as delegacias também estão superlotadas. Os medicamentos, materiais de limpeza, ambulância, esses são casos que a própria diretoria desse órgão vai solicitar para o resto da vida e não ser atendida. Infelizmente, o descaso dessas apenadas só vai acabar quando elas mesmas saírem pela porta que entraram.