segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Salve o turista

*Antonio Noberto
 
Primeiramente, o título deste artigo nada tem a ver com o nome de uma novela. Ele e o texto em si, pretendem chamar a atenção para a secular desatenção dada ao estrangeiro no Brasil e as oportunidades que se descortinam com a valorização da presença deles a partir da racionalização da atividade turística. Segundo, além de uma questão de educação e civilidade, a acolhida ao estrangeiro é também uma recomendação divina, referenciada na Bíblia Sagrada desde os tempos mais remotos. O Antigo Testamento é pródigo em recomendar guarida e proteção ao estrangeiro, categoria lembrada, inclusive, nos Dez mandamentos. “O estrangeiro não afligirás, nem oprimirás, pois estrangeiros fostes na terra do Egito” (Êxodo 22:21). E uma das premissas para ingresso no Paraíso, citada por Jesus Cristo no Grande julgamento em Mateus 25:35, é a atenção e recepção ao forasteiro: “Era estrangeiro e hospedastes-me”. Terceiro, em tempos de aproximação de grandes eventos internacionais, como Olimpíadas e Copa do Mundo, não é interessante continuarmos indiferentes às oportunidades de geração de emprego e renda, quase um crime de lesa-pátria, praticamente sem política pública efetiva e propositiva dirigida aos turistas domésticos e estrangeiros.
 
Turismo não é brincadeira ou coisa de gente desocupada, mas a indústria que mais cresce e gera emprego em todo o mundo (um em cada nove), tendo superado setores econômicos de peso como o petrolífero e o automobilístico. A Espanha, que atualmente enfrenta uma das piores crises, não faz muitos anos constava entre as economias mais importantes, dinâmicas e promissoras da Europa, tudo porque conseguiu fazer valer algumas de suas potencialidades, entre as principais a atividade turística. Em uma década os espanhóis quadruplicaram o PIB turismo, de 4% para 16%. Algo espetacular e invejável. O que justifica então um país de dimensões continentais como o Brasil, com quase duzentos milhões de habitantes, com tanta riqueza natural e cultura tão diversa, nosso desempenho nesta atividade patinar sobre pífios 3,6% do PIB.
 
Nossa própria história nos dá muitas respostas sobre a situação. Uma delas é a tradição da cultura agrária. 
É fato que cada uma das diversas regiões do mundo possui papel previamente definido no motor produtivo mundial. À América Latina, especialmente ao Brasil, a parte que lhe cabe na herança é a produção de matérias-primas e a agroexportação. Quando muito, fugindo um pouco da sina, alcançamos degraus satisfatórios na indústria. O setor de serviços, apesar de responder pela maior parte do PIB, continua sem a atenção e o aprimoramento devidos. E dentro deste, mais renegado ainda, está o turismo. A título de comparação, o PIB turismo argentino é mais que o dobro do brasileiro, o uruguaio idem, mexicano 9% e o da República Dominicana quase o triplo, 10,1%. Veja que usamos aqui apenas exemplos latino-americanos.
Outras dificuldades também tem raízes na história. A entrada de estrangeiros no Brasil, por exemplo, foi proibida durante quase dois séculos, apesar de muitos terem conseguido furar o bloqueio português. Só com a chegada da Família Real e, mais precisamente, com a “abertura dos portos às nações amigas”, em 1810, que o país passou a receber demandas estrangeiras.
 
Foram os viajantes estrangeiros que, até o final do século XIX, nos legaram a maior parte do conhecimento sobre o Brasil, foram eles “que percorreram, registraram e descreveram” a população, fauna e flora brasileiras. Muitos deles deixaram por escrito protesto contra abusos e ações tresloucadas do governo, que, entre outros, não permitia a entrada e circulação de livros e literaturas que não fossem de cunho religioso. Qualquer outro era automaticamente revistado ou confiscado e apreendido na alfândega. A liberação, ah essa daí você, conhecedor da nossa famosa burocracia estatal, pode tirar suas próprias conclusões! Um dos viajantes mais conhecidos daquele início de século foi o cronista luso-inglês Henri Koster, que buscava o clima tropical com vistas à cura de uma tuberculose. Ele, que teve os livros de história confiscados nas alfândegas e portos do país, viajou de Recife ao Maranhão entre 1810 e 1811, e escreveu em sua importante obra: “São tantas as dificuldades que se experimenta nos portos do Brasil que percorri, que o único recurso para tê-los (os livros) é o contrabando” (Viagens ao Nordeste do Brasil. Ed. Brasiliana, 1942. P. 241. Notas de Câmara Cascudo). No porto de São Luís, Koster, só conseguiu reaver seus livros após petição formal ao governador. Outro procedimento contra os estrangeiros era a perda do nome original, o aportuguesamento dos sobrenomes.
 
Segundo o escritor Mário Jorge Pires, autor da obra Raízes do Turismo no Brasil (Manole, 2001), tudo isto fazia parte de um “pacote” contra a presença alógena. O colonizador tentava assim manter os estrangeiros distantes das riquezas do país. Apesar da participação forasteira na formação do Brasil, com destaque para franceses, espanhóis, holandeses, ingleses, escoceses, dentre outros, e das ondas imigratórias a partir da segunda metade dos novecentos, sendo sírio-libaneses, italianos, alemães, poloneses, suíços, belgas, japoneses, chineses, dentre muitos outros, inexiste uma política eficiente para a captação de forma mais objetiva das muitas demandas estrangeiras interessadas em nos visitar. A secular tradição da baixa qualidade no atendimento – que à época colonial era algo sempre delegado a escravos – ainda é também um tabu a ser quebrado. O medo semeado propositalmente conta os estrangeiros – tachados de maus, piratas, contrabandistas, invasores, intrusos, hereges, perigosos, promíscuos e concorrentes – precisa ser revisto e trabalhado.
 
Os megaeventos que se avizinham demandam-nos muito mais que a competência em disponibilizar infraestrutura, vai nos requerer um perfil mais aberto e plural, uma visão menos xenófoba com relação ao estrangeiro, além de políticas públicas mais generosas àqueles que estarão aqui para conhecer este país, antes conhecido como a “terra sem males”, e que deixarão bilhões de dólares e euros, e milhares de empregos. E se não conseguirmos encantá-los com nossas belezas, ou saudá-los com nossos gestos mais pródigos da gentilidade, ao menos temos o dever de garantirmos uma estada sem sobressaltos e escusá-los de algum vexame secular, a final, o momento será de explorarmos o turismo e não o turista. 
 
*Turismólogo, ex-presidente da Associação Brasileira dos Bacharéis de Turismo do Maranhão – ABBTUR/MA e sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Iniciadas as atividades do Encontro “A Filosofia no Universo Adolescente”

Foram iniciadas hoje (7) as primeiras atividades que compõem a programação do Encontro “A Filosofia no Universo Adolescente”, realizado pelo Núcleo de Tecnologias para Educação – Uemanet, por meio da Diretoria do curso de Filosofia. A noite, às 18h, ocorrerá a abertura oficial do evento com a palestra do Prof.Dr. Cedric Tentel Nakasu, no auditório do Uemanet. As atividades acontecerão até a próxima sexta-feira (9).

No período da manhã, cerca de 375 participantes fizeram o credenciamento e receberam o material de apoio do Encontro e, na sequência, participaram dos minicursos: “A adolescência como formação para a cidadania na obra Emílio de Rousseau” (Prof. Bernardo Sakamoto); “A educação dos Jovens segundo Platão nas Leis e na República” (Profª. Rosa Aguilar) e “Cinema, Filosofia e Educação” (Prof. Anderson Bogéa). Ainda durante o credenciamento, vários integrantes chegavam de polos do Uemanet no interior do Maranhão para se inscrever e participar da segunda edição do Encontro.
O objetivo do evento é contribuir para a fala e reflexão sobre a adolescência e a filosofia inserida nessa natureza, além fazer com que os presentes percebam os elementos que compõem o universo em questão e relacionar com outros períodos da vida humana e comparar leituras filosóficas realizadas sobre o objeto em destaque.

A Diretora do Curso de Filosofia, Leila Amun, fala sobre a expectativa para o Encontro. “É a melhor possível e esperamos que ela seja excedida. A programação foi preparada de forma a contemplar algumas questões relativas à educação de adolescentes a partir de uma perspectiva filosófica. Vamos ter desde a Antiguidade até oficinas de cinema, que é algo bem atual para que os professores passem a se inteirar mais sobre esse universo”.

Ela complementa que as atividades também transitarão por outras áreas, como psicologia, com a finalidade de enriquecer os conteúdos. Voltado para estudantes e professores de Filosofia, a organização do Encontro espera ter representatividade de todo o Maranhão através dos 31 polos que enviaram seus alunos, a exemplo da estudante do polo de Coelho Neto, Andrea Costa Nunes, que participa do evento pela 1ª vez.

“Como não participei do primeiro e tem muita gente de outros locais, a expectativa é muito boa para o que vamos aprender e conhecer, como os professores das videoaulas. Mas é muito boa essa vivência para enriquecer a nossa trajetória no curso a distância, que não é fácil e exige bastante do aluno. Profissionalmente vem agregando bastante, pois já trabalhava na educação infantil e fundamental há um tempo e com o curso estou partindo para o Ensino Médio”, revela Andrea Costa Nunes.

Confira a programação completa no site www.uemanet.uema.br.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Comunidades quilombolas de Alcântara-MA comemoram o reconhecimento e delimitação de seus territórios

A comemoração pelo Dia da Consciência Negra, festejado no dia 20 de novembro, será especial para os quilombolas do município de Alcântara-MA. Após anos de espera, o Governo Federal, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), reconheceu e delimitou o território destas comunidades.

Essa garantia foi dada a partir do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), que foi publicado no Diário Oficial da União, no dia quatro de novembro deste ano.

Ao todo, 106 comunidades foram reconhecidas como Território de Remanescentes de Quilombos, beneficiando cerca de 3.500 famílias que já residiam na área e agora vão continuar vivendo nas terras que pertenceram a seus ancestrais.

“Estávamos com uma expectativa muito grande para essa decisão. A minha família é herdeira da senhora Laurência e essa terra que moramos (Santo Inácio) é uma herança que veio do branco para a filha escrava. Agora é uma alegria a gente ver o trabalho publicado”, contou entusiasmado o quilombola Pedro Francisco Coelho, morador do povoado de Santo Inácio.

Reconhecimento do Território Quilombola de Alcântara garante acesso às políticas públicas diferenciadas

Por Flávia Almeida e Danielle Lobato
A notícia do reconhecimento e delimitação do Território Quilombola de Alcântara foi comemorada com alegria no município. Os trabalhadores rurais quilombolas e o poder público municipal estão com grandes expectativas para que o processo seja concluído o mais breve possível e as comunidades passem ser beneficiadas com as políticas públicas direcionadas para as suas necessidades.

A atual prefeita de Alcântara, Heloísa Leitão, considerou a decisão positiva para o município. “Alcântara carecia dessa decisão porque, inclusive nós, enquanto poder público encontrávamos muita dificuldade para realizar qualquer investimento em áreas quilombolas por conta da falta de titularidade da área”, ressaltou.
O município de Alcântara tem 21.349 habitantes, em uma área de mais de 148,3 mil hectares. O RTID publicado no D.O.U destina 78,1 mil hectares do município às comunidades quilombolas, o que equivale a aproximadamente 53 % da área do município.
“Em Alcântara é melhor dizer o que não é quilombola. As comunidades quilombolas que integram o nosso município são a nossa riqueza e das quais não abrimos mão”, frisou Heloísa.
Com a questão da titularidade das terras quilombolas definida, fica mais fácil para o poder público implementar políticas públicas para essas comunidades e conseguir novos investimentos, como a realização de convênios com o governo federal e estadual.
Expectativas
Para o quilombola Pedro Coelho, morador do povoado Santo Inácio, onde residem 45 famílias que vivem basicamente da agricultura e da pesca, ambas de subsistência, o reconhecimento das comunidades foi uma alegria. “Nosso povoado tem poucas condições. Só duas casas são de alvenaria e o restante é de taipa. Esperamos que esse processo possa se concluir e chegar logo esses benefícios para a comunidade que é muito carente”, explicou.
A partir do reconhecimento das comunidades, as famílias passam a ter direito a acessar os mesmos créditos concedidos pelo Incra aos beneficiários da reforma agrária.

Projeto Cyclone 4 é suspenso em áreas quilombolas

Por Flávia Almeida e Danielle Lobato
O reconhecimento das comunidades quilombolas de Alcântara também coloca um fim no conflito, que se arrastava por mais de 25 anos, entre os quilombolas e o Centro de Lançamento de Foguetes.
Desde a década de 80, quando a Base de Lançamento foi instalada e 312 famílias foram reassentadas em sete agrovilas, a situação de tensão continuava latente.
“Todo investimento que venha para o nosso município é bem vindo, desde que respeite a autonomia dos nossos munícipes e respeite principalmente o direito das nossas comunidades”, enfatizou a prefeita de Alcântara.
A implantação do projeto Cyclone 4 nas áreas das comunidades quilombolas de Mamuna e Baracatatiua, que foi cogitado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pela Empresa Binacional Alcântara Cyclone Soace (ACS), foi suspensa pelo Ministério Público Federal. Se o Programa Espacial Brasileiro precisar ser ampliado, ele agora deverá fazê-lo dentro da área já disponível para o CLA (9,1 mil ha), não podendo ultrapassar seus limites.
Direito Garantido
“O que foi feito agora foi uma reorganização a partir daquilo que nós estávamos defendendo, ou seja, que a expansão fosse feita dentro da área que já pertence ao CLA. O Brasil analisou, verificou que isso era possível e homologou que não haverá incidência nas terras dos quilombos. Agora será respeitado o direito dos quilombolas. Se no futuro os quilombolas quiserem negociar, isso é uma questão que fica a cargo deles”, esclareceu o militante do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (MABE), Sérvulo de Jesus Moraes Borges.
No início do projeto a área cedida para a instalação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) era de 52 mil hectares. Onze anos depois, a área aumentou para 62 mil hectares, o que ocupava quase 42% da área do município. Com a publicação do RTID, o CLA teve sua área definida em 9,1 mil hectares.

Movimentos Sociais comemoram conquista histórica dos quilombolas de Alcântara

Por Flávia Almeida e Danielle Lobato
A resistência e a luta das comunidades quilombolas de Alcântara se fez pela união de diversos movimentos sociais e sindicais que não exitaram em apelar até para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sediada em Washington D.C, nos Estados Unidos. O reconhecimento dessas comunidades tem para eles um valor histórico incontestável.
O militante do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (MABE), Sérvulo de Jesus Moraes Borges, afirma que esse é momento é de vitória tanto para a sociedade civil quanto para o governo. “É importante não só para Alcântara, é importante para o processo nacional. Temos muitos processos travados que necessitam de ações concretas para serem resolvidos. Foi um passo importante dado pelo presidente Lula”, admitiu.
Para o quilombola Leonardo dos Anjos, morador da comunidade Brito e que representou os demais quilombolas em uma audiência na Convenção Interamericana dos Direitos Humanos, em Washington, essa conquista traz uma certa tranqüilidade após anos de luta. “É importante ter o título da terra em mãos, porque é uma garantia que a terra é nossa de fato e de direito.É o cumprimento do que diz a Constituição Federal e a Convenção 169”, explicou.
Já o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Alcântara, vereador e morador do povoado de Baixa Grande, Samuel Araújo Moraes, afirmou que o STTR nunca foi contra o projeto do CLA e sim contra a maneira como ele foi implantado, porque a perda maior foi para as comunidades negras.
Segundo o gestor de comunidades tradicionais da Secretaria de Estado da Igualdade Racial do Maranhão, Ivo Fonseca, o reconhecimento do território quilombola de Alcântara veio num momento favorável para o movimento negro.
Ivo, que durante muitos anos foi o coordenador da Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (ACONERUQ), destacou que depois da titulação das terras o governo federal precisa avançar nas políticas públicas voltadas para as comunidades quilombolas.

Andamento do processo de titulação do território quilombola de Alcântara ainda pode demorar

Por Flávia Almeida e Danielle Lobato

Após a publicação do Relatório Técnico de Identificação de Delimitação (RTID) do Território Quilombola de Alcântara o processo passa para a fase de contestação do RTID, ou seja, o Incra-MA notificará os ocupantes das áreas, que terão 90 dias para as contestações.

A próxima etapa é a publicação da Portaria de Reconhecimento. Em seguida, serão realizadas as vistorias de avaliação dos imóveis incidentes no território para depois ser publicado o Decreto de Desapropriação do território.

Após a publicação do Decreto de Desapropriação do território, será realizada a demarcação da área, com posterior expedição do título definitivo. Por último será feito o registro no cartório do título em nome da comunidade.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Superintendência Regional do Incra no Maranhão, Ivan Guimarães, que acompanha desde o início a questão dos quilombolas em Alcântara, o título definitivo será coletivo.

“O título será expedido em nome de uma única associação, sendo que, o referido título será inalienável, imprescritível, indivisível e impenhorável”, explicou Ivan.

Valor ou necessidade faz aumentar a procura por auto-escolas em são Luís

Por Jauber Pereira
A partir do dia 1º de Janeiro de 2008, vai entrar em vigor as novas regras para quem deseja tirar a primeira habilitação. A medida foi adotada pelo órgão superior, CONTRN - Conselho Nacional de Trânsito, em decorrência dos constantes acidentes envolvendo, principalmente, motociclistas. Com isso, houve um aumento de 80% pala procura do documento nas auto-escolas de São Luis. Uns alegam necessidade de mercado outros os custos atuais. ”Motivo que pode provocar escassez no setor”, afirma Madison (áudio), instrutor da auto-escola Renascer.
Leia mais sobre a nova resolução das leis de trânsito
Acompanhe a entrevista com o Diretor Operacional do DETRAN

E para saber mais, visite o site www.denatran.gov.br

Mudanças no CTB busca prevenir acidentes em condutores de motocicletas

Por Jauber Pereira
A resolução N°285 de 29 de Junho de 2008, prevê uma alteração complementar em forma de anexo sobre a lei nº168, de 14 de Dezembro de 2004, que trata dos cursos para habilitação de condutores de veículos automotores. Esta resolução foi aprovada depois que as estatísticas mostraram um aumento no número de acidentes envolvendo veículos de duas rodas em todo o país. As mudanças vão acontecer nos cursos teóricos, com a carga horária aumentando de 30 para 45h /aulas e na prática, que vai de 15 para 20h /aulas. Além das disciplinas estudadas para a prova teórica que serão sete, o que antes era cinco, com a inclusão dos módulos: cuidados especiais com motociclistas e as conseqüências sobre a ingestão de bebidas alcoólicas.

Outra mudança será o tráfego para motociclistas que não vai ser mais só em pista específica, mas também na rua, tanto como para automóveis, o que estaria sendo motivo de preocupação para os instrutores de trânsito. Mas já existe uma estratégia para solucionar o problema com o uso de um dispositivo que será acionado pelo professor de trânsito na parte traseira do veículo. Segundo o diretor operacional do DETRAN, Pádua Anazareno, a experiência deu certo em Santa Catarina e aqui no estado vai ser analisado e depois de aprovado será encaminhado às auto-escolas e exigido um prazo para a adaptação do equipamento.

Pádua afirma ainda que se não for concretizado esse projeto, tanto as aulas de trânsito como também os exames práticos serão efetuados em veículos distintos dos aprendizes para garantir a segurança dos profissionais e deixar os alunos mais tranqüilos.

“Com motoristas mais capacitados, sem dúvida, o trânsito ficará mais tranqüilo” esse foi o desabafo de um dos nossos entrevistados sobre o assunto. Uma pesquisa realizada em São Luís constatou que 90 % dos pedestres acreditam que essa nova resolução vai reduzir os acidentes na capital. E de acordo com um levantamento do DETRAN, os homens são as maiores vítimas do trânsito no Maranhão.
Auto-escolas cheias

Pista de treino para motociclista

Números de acidentes em 2007 e 2008

Acidentes com vítimas fatais
2007 = 26 2008= 22 Saldo 15% de redução

Acidentes com vítimas não fatais
2007=851 e 2008=503 Saldo 41% de redução

Sexo masculino

2007 = 22 2008 = 28 Aumento de 18 % de Aumento

Feminino
2007 = 4 2008 = 7 Aumento de 75%

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PAI-NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS!

A oração mais famosa do mundo faz cada vez mais parte do dia-a-dia das salas de aula da rede de escolas públicas do país

Por Kaysterly de Oliveira

Imaginar aulas de Ensino Religioso onde as crianças e pais de alunos a aceitem como disciplina característica da escola é comum para um colégio católico. Porém, será que a mesma disciplina de exercício facultativo em escolas particulares vem sendo aceita como ensino obrigatório e preciso na rede pública de ensino?

Cristina, mãe de Caio, 7 anos e André, 8 anos, faz questão de deixar os filhos na escola para assistirem e quando voltam para casa, procura assimilar o conhecimento que os filhos adquiriram em sala de aula, instruindo-os sobre a comunhão e o respeito mútuo. “Acredito que a base dos valores éticos e do conhecimento religioso começa em casa, com a família, a escola apenas complementa esse conhecimento”, afirma Cristina.

O ensino Religioso nas escolas estaduais e municipais é uma exigência da Constituição Federal de 1988 que foi regulamentada em 1996 na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Para que a criança viesse adquirir valores morais e éticos, o princípio da educação do ensino religioso é o principal responsável pela criação e desenvolvimento do indivíduo na sociedade. Hoje a prática desta modalidade de ensino na grade curricular recebe verbas do estado.

Em São Luís, a escola Nice Lobão – CINTRA é uma das inúmeras escolas da cidade onde a disciplina é aceita de forma proveitosa pelos alunos. “Logo na chegada dos alunos de 1ª a 4ª série à sala de aula, todos sentam e rezam o Pai-Nosso satisfatoriamente, virou rotina”, afirma a professora de Ensino Religioso Luzimar de Sousa Mendonça que garante que nunca ouviu reclamação dos pais de alunos sobre as aulas. Afirma ainda, que essa prática de ensino deve ser impessoal. Suas aulas tratam da existência de Deus, de temas sociais e sobre o amor e nunca se deve convencer a criança que uma religião é melhor do que outra. “Nunca houve problemas acerca das variedades religiosas dos alunos, uma vez que ensinar religiosamente não é catequizar”, acrescenta a professora.

A diversidade de credos religiosos existentes no país, de acordo com o IBGE soma 43 denominações que se dividem em católicos, evangélicos e outras crenças. A maior representação no país é a religião católica. Onde 93% dos brasileiros consideram-se religiosos de acordo com a última pesquisa.

Para o frei José Luís Leitão, diretor do Instituto de Estudos Superiores do Maranhão-IESMA, o princípio da existência de um estado laico (sem religião) é maléfico para a sociedade, uma vez que nenhum ser humano pode viver sem pertencer a uma religião. No Brasil, mesmo com a variedade religiosa, as pessoas se consideram cristãs. Para ele, cabe à família instruir a criança a construir valores morais e éticos, a exercer a espiritualidade. “Os pais devem educar os filhos para uma sensibilidade religiosa e para uma sensibilidade moral” afirma o frei. O ensino Religioso como responsável pelo desenvolvimento de caráter está em segundo plano. “A prática do Ensino Religioso nas escolas, vai apenas acentuar os valores já centralizados no ser humano” conclui ele.

Saiba mais:
JESUS VAI À ESCOLA
Deus é um personagem como o Buzz Lightyear
Ensino Religioso Obrigatório

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A noite de São Luís não é mais a mesma! Os barzinhos agora têm música de qualidade

Por Rose Carvalho

Com apenas quatro meses de existência o Projeto Tempero Brasil já referencia nacional no cenário musical.

Idealizado pelo artista cantor e compositor Betto Pereira, o projeto está fazendo um som característico toda quinta a partir das 21h no bar e restaurante Kitaro-lagoa.

A banda Mina Negra é formada pela modelo e vocalista Alessandra de Queiroz, Jesse Fonseca no teclado e Marjone Tex na bateria.

O trio de músicos comanda a noite, mesclando a música popular brasileira e a música do Maranhão. O cardápio musical tem ritmos variados que vai de Gal Costa, Gilberto Gil, Rita Lee á Betto Pereira, Erasmo Dibell e João do Valle, a banda sempre mescla os sons do Brasil. Essa é a intenção do Projeto Tempero Brasil diz Betto Pereira.

O projeto recebe toda quinta feira um convidado diferente fazendo uma participação super especial, pelo palco do kitaro já passaram varias personalidades da Musica Popular Brasileira Produzida no Maranhão como: Chiquinho França, Erasmo Dibell, Cesar Nascimento, Ale e Luciana entre outros.

Tendo conhecimento deste projeto a apresentador Faa Morena do programa Ritmo Brasil que é exibido na Rede TV (nacional) veio a São Luis a convite do artista Betto Pereira e do apresentador Marcos Davi para fazer gravações das manifestações culturais do Maranhão como: Tambor de Crioula e o Cacuriá do laborarte. Os artistas Betto Pereira e Fauze Bayboun da banda Tribo de Jah também vão ser destaque em rede nacional.

A cultura do Maranhão é encantadora adorei todo o folclore. As gravações serão divididas em dois programas que será exibido nas próximas semanas diz a apresentadora Faa Morena.

Betto Pereira explica ainda que o projeto vai ser itinerante no ano de 2009. E fará intercambio cultural entre São Luis e outra cidades não só do Maranhão como também de outros estados do Brasil, sempre fortalecendo a cultura popular e divulgando os artistas.

Violência contra a mulher uma questão de denúncia

Por Ana Danielle Carvalho e Lauriane Gomes

Nos últimos anos a violência contra a mulher no Maranhão tem aumentado cada vez mais. Os casos mais freqüentes são agressões físicas e ameaças de morte. Muitas delas têm medo de denunciar seus agressores e segundo a Delegacia Especial da Mulher (DEM-MA), cerca de 10% delas retiram as queixas de seus parceiros.

A violência contra a mulher não escolhe raça e nem classe social, mas são as de classe média e baixa que denunciam com mais freqüência seu agressor.

Segundo Boanerges Aires Junior, comissário da Polícia Civil - DEM (Delegacia Especial da Mulher). No Maranhão são registradas 30 ocorrências por dia, só neste mês de novembro 400 casos de agressões foram contra a mulher. E durante o ano de 2008 são mais de dois mil e novecentos e vinte e oito casos de parceiros agressores que são intimados e somente são confirmados dois flagrantes por mês.

A cada ano o índice de violência contra a mulher vem aumentando e no Maranhão esse índice chega a ser assustador. Vânia Penha, investigadora de polícia (DEM-MA), explica que na segunda-feira são registrados inúmeros casos de agressões devido ao final de semana.

A lei
Com a lei Maria da Penha, aprovada em 2006, tornou o processo de punição aos agressores de mulheres penas mais dura. A lei presume que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada.

No Maranhão, existe uma casa de apoio que é filiada ao Tribunal de Justiça do Maranhão, que assegura mulheres que sofrem algum tipo de agressão e corre risco de morte. Esta instituição é sigilosa para que os agressores não tentem uma nova violência, ou seja, as mulheres e crianças são direcionadas a casa de abrigo pra que a sua integridade física seja totalmente resguardada.

Segundo a diretora do abrigo Sª, Raimunda Nonata Nascimento ela nos relata que, “A instituição tem como missão atender mulheres vítimas de violência doméstica e inseri-las novamente na sociedade”.

Hoje a casa abriga quatro mulheres e nove crianças, em sua estrutura tem profissionais da área de Serviço Social, Direito, Enfermagem, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e acompanhamento religioso.

Viver com um agressor em sua própria casa não é tarefa fácil, principalmente para quem não tem coragem de enfrentar e denunciar seu companheiro, pois a maioria das vítimas são dependentes,não tem instrução,às vezes um emprego e nem o apoio necessário da família .

A comerciante (L.B.G- 35 anos) ,descreve que por várias vezes foi agredida pelo seu marido e em todas as ocasiões ele estava embriagado. “Já até sair de casa com meus filhos, por não agüentar as humilhações”.

Denúncia
Toda mulher violentada física ou moralmente deve denunciar o agressor, pois existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. A sede da Delegacia está localizada na Avenida Beira Mar, 534 - Centro e telefone para denuncia é o 0800 280 6060.

A Secretaria de Estado da Segurança Cidadã tem um programa que interliga todo o Maranhão, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento necessariamente informativo. Todas as informações sobre o ocorrido visam informar a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.

Saiba mais:
http://www.violenciamulher.org.br/
http://www.agenciabrasil.gov.br/
http://www.forumplp.org.br/
http://www.naoviolencia.org.br/
http://www.umsomundo.org/

Vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=_VQz9uk5WkU
http://www.youtube.com/watch?v=VTZFR_GBG-8

Brasil sofre as conseqüências da crise financeira americana

Por Maira Schneider e Suellen Wolff

A crise financeira teve início em 2001 devido à baixa nas taxas de juros. Com isso, os norte-americanos aproveitaram a situação e refinanciaram seus imóveis pegando dinheiro em troca o que acabou gerando um aumento na procura e o valor teve recorde histórico.

Com o passar dos meses, a taxa de juros ficou mais alta e a atratividade do mercado imobiliário ficou menor. No ano de 2007, a crise imobiliária chegou até as bolsas de valores e as prestações dos imóveis por sua vez apertando e os americanos já não tinham mais dinheiro disponíveis para o consumo.

Diante da falta de dinheiro, os bancos americanos começaram a fechar as portas o que fez com o quê o crédito sofresse uma desaceleração expressiva no país como um todo, desaquecendo a maior economia do planeta.

Alguns comentadores de medias de referências, como por exemplo, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Bank for International Settlements, a British Financial Services Authorityh, o Financial Times estão muito preocupados e vivem advertindo contra as inovações financeiras.

Em maio de 2008, o número de bancos nos EUA que começaram a fechar suas portas chega a 90 e bate o recorde da crise em 2004.

Em agosto deste ano, a inflação dos EUA chega a 4,5%, a maior em 17 anos. Em outubro, a aprovação de um suposto pacote para amenizar a crise não foi suficiente para acalmar os temores dos investidores. Com uma medida emergencial para evitar uma desaceleração maior na economia, os EUA caíram em recessão, pois 70% do PIB americano é movido pelo consumo.

O Brasil ainda não sente todos os efeitos da crise financeira americana, na verdade, a economia brasileira cresce e o governo se torna mais popular batendo recorde nas pesquisas de opinião. No entanto, com a queda da BOVESPA e o forte balanço de pagamentos do país sofreu forte deterioração o que acabamos por perceber os sinais de fragilidade na economia do Brasil.


Para o economista Luis Fernando Silva, “A crise já era previsível”. Confira entrevista.

Links para textos relacionados
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL786970-9356,00-SEMANA+COMECA+COM+FORTE+TURBULENCIA+NOS+MERCADOS.html
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL785003-9356,00-LIDERES+EUROPEUS+SE+REUNEM+EM+PARIS+PARA+DISCUTIR+PLANO+CONTRA+CRISE.html
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL783736-9356,00-CAMARA+DOS+EUA+VOTA+AGORA+PACOTE+DE+SOCORRO+A+BANCOS.html
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG84990-8380-21,00-CRISE+FINANCEIRA+GERA+FORTE+ONDA+DE+SPAM+NOS+ESTADOS+UNIDOS.html


Matérias já publicadas sobre o assunto na web
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL787519-9356,00-CONHECA+O+HISTORICO+DA+CRISE+QUE+ATINGE+OS+MERCADOS.html
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL787428-9356,00-CONHECA+AS+MAIORES+CRISES+FINANCEIRAS+DA+HISTORIA.html
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL847482-9356,00.html

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Violência é igual a abuso, agressão, bestialidade, brutalidade, crueldade

Por Jenifer Rodrigues




O significado da palavra violência de acordo com o dicionário é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. No aspecto jurídico, o mesmo dicionário define o termo como o “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”.

A má distribuição de renda e o desemprego geralmente são os principais causadores da violência urbana. O Brasil passou a ser considerado um dos países mais violentos do mundo devido aos índices de assaltos, violência contra a mulher, violência contra crianças entre seqüestros e extermínios.

A violência urbana não consiste apenas em crimes físicos, mas, sim, em um desequilíbrio social que é a conseqüência de atitudes violentas como: pixações, depredações do espaço público, trânsito caótico entre tantos outros.

Existe a violência sexual, doméstica, contra mulher, violência física, violência moral, intrafamiliar e psicológica. Mesmo com esse sistema capitalista preconceituoso ainda existem pessoas que lutam para que a igualdade social se concretize na sociedade racista.



Desigualdade. Preconceito. Violência. Capitalismo. Sistema. Sociedade. É esse o ritmo da deste mundo globalizado.

Tendo observado esses ocorridos Thiago Araújo, professor de filosofia, montou um projeto chamado Erro no Sistema com o tema: violência. Buscando a ética humana, o respeito pela vida, justiça e amor ao próximo.

Esse trabalho é direcionado a alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. Esse trabalho já vem sendo realizado há três anos na escola que leciona. O tema deste ano foi voltado a violência de um modo geral.


Do dia 25/10 - 05/11 os alunos realizaram pesquisas de campo. O primeiro local visitado foi às praças do Centro Histórico de São Luís (Praça Deodoro, Praça da Alegria, Rua Grande, Praça João Lisboa e Praia Grande) com o objetivo de buscar a opinião da população a respeito da violência nos bairros através de questionários.

Esquadrão da Polícia Militar foi visitado visando entender o mecanismo de ação da polícia diante dos problemas sociais. Na Delegacia Especial da Mulher os alunos puderam contar com os esclarecimentos da Delegada Kazume referente às relações machistas e violentas que as mulheres sofrem na sociedade.

Kazume elucidou sobre a Lei 11.340 de 7 de agosto de 2006 mais conhecida como a Lei Maria da Penha. A delegada comentou com os alunos sobre casos de violências da capital, além de dizer aos alunos que é importante o respeito pelas diferenças.

A última visita foi ao CCN-MA para assistir uma palestra com a escritora Mundinha Araújo que juntos analisaram o racismo com uma das formas de violência na nossa sociedade, além de conversar sobre os 170 anos de Balaiada no Maranhão e o que essa revolta representou na vida do negro.

De Graham Bell a Steve Jobs: A evolução da telefonia

Mobilidade do celular revoluciona o mercado telefônico


Por Rafaela Lima

Liberdade, praticidade e mobilidade. Essas são as principais características do aparelho celular, invenção tecnológica que revolucionou a telefonia desde sua existência. Completando 25 anos de existência no Brasil, o aparelho celular não só implica dizer que se pode ligar de qualquer lugar, mas também, pode-se conectar a internet de qualquer lugar. Hoje em dia, as funções dos aparelhos são tantas, que a função de ligar fica apagada pelas outras. Somos tomados por funções como tirar e editar fotografias, acessar a internet, checar e-mails, editar documentos e até ouvir música como um mp3.

Evolução
Os celulares evoluíram bastante em seus modelos desde a sua criação. O primeiro modelo foi lançado pela Motorola, em 1983, e foi batizado como DynaTAC 8000X. O modelo tinha 30cm e pesava 1kg. Completamente diferente do hit do momento Iphone, modelo revolucionário da Apple, que tem tela touchpad e inúmeras funções de uso, além das já convencionais. No Brasil, a comunicação móvel só passou a funcionar em dezembro de 1990, no Rio de Janeiro.


Os primeiros aparelhos celulares só armazenavam 30 números de telefones e geralmente eram carregados nos carros, já que era muito pesado para ser carregado nas mãos. Suas baterias permitiam uma hora de conversação.

Em 1993, a IBM revolucionou o mercado da época e trouxe o Bell South/IBM Simon Personal Communicator, primeiro aparelho a integrar as funções de um telefone celular com PDA. Possuía calculadora, agenda telefônica, calendário, fax e um dispositivo de e-mails. Também, pesava apenas 500 gramas, muito mais leve do que os primeiros aparelhos vendidos pela Nokia, hoje líder neste segmento.


No fim dos anos 90, os aparelhos celulares começaram a ficar mais bonitos. Modelos como os Nokia 6160 e 8260, começaram a juntar serviço e beleza, trazendo aparelhos coloridos e com toques diferentes. A partir daí, o aparelho só evoluiu. Toques polifônicos e em mp3, câmeras de ultima geração integradas, serviço de e-mail e outras facilidades tornaram o celular um aparelho indispensável na vida do homem moderno.





Necessidade
Além de ser sinônimo de praticidade, o celular também significa necessidade. È muito comum ver pessoas se desfazendo do seu telefone fixo para ficarem com um, dois, ou até três aparelhos celulares, já que a necessidade de mobilidade é maior que ter um telefone fixo esperando por eles em casa.

Os usuários da telefonia preferem comprar vários aparelhos para aproveitar as promoções das operadoras de telefonia móvel. A operadora Oi, por exemplo, surgiu no mercado com a promoção que deixa os usuários falarem de graça nos finais de semana pelo período de 31 anos e teve uma adesão fora de controle pela operadora, que não imaginava que a promoção fosse tomar a magnitude que tomou. Houve uma época em que corria rumores de que a operadora iria cancelar a promoção, visto que seus usuários davam ‘prejuízo’ a eles falando desregradamente nos finais de semana. A TIM, que também possuiu o seu auge com a promoção de R$0,07 por minuto, atualmente resolveu aderir à moda dos bônus e dá até 400 reais para os seus clientes conversarem a qualquer momento, não só nos finais de semana. Os usuários abusam de promoções como essas e, com isso, economizam e movimentam o mercado ao mesmo tempo.
O engenheiro civil Luiz Roberto Lima, 54 anos, tem 3 celulares, com aparelhos simples. “Facilita muito a minha vida, pois viajo muito e alguns deles não funcionam em determinadas cidades, mas funcionam em outras, e assim por diante”, diz o engenheiro, que tem aparelhos simples, pois diz não saber usar tantas funções ao mesmo tempo. “Fico vendo meus filhos, que também tem dois aparelhos, mas que são cheios de funções e vivem com músicas e fotos diferentes no celular. Eu não preciso disso, só preciso ligar”, diz Luiz.

Alguns psicólogos têm estudado as influências e as transformações de comportamento dos adolescentes por causa da dependência que o celular vem causando nos jovens. A estudante de psicologia, Natália Coelho, diz que os celulares funcionam no cérebro dos adolescentes igual ao vídeo-game e ao computador. “Por isso os adolescentes se apegam tão fácil, mas também depende do sexo, já que a liberação de hormônios liberada no cérebro vai ser diferente em cada caso”, afirma Natália. “os meninos, por exemplo, tendem a gostar mais do vídeo game, pois estes liberam mais adrenalina, Já nas meninas, o efeito não é o mesmo. Percebe-se bem isto comparando a conta no final do mês: a conta das meninas sempre é mais cara, pois, para elas, é mais excitante ficarem antenadas nas amigas pelo telefone”, explica.



A adolescente Letícia Fecury, 16 anos, foi a primeira a ter um Iphone na escola em que ela estuda, em São Luís do Maranhão. Na época que o comprou, o celular nem tinha no Brasil pra vender, ainda. O pai de Letícia trouxe para a filha dos Estados Unidos, de presente e ela adorou. “Eu queria ter um, achei tão bonito, tão inovador... na época era novidade, não tinha nem no Brasil ainda. Uso quase todas as funções. Não uso o Youtube e nem o e-mail, mas o resto, uso tudo”, declara a estudante.


Mania sem fronteiras
O celular completa 25 anos de existência no Brasil e já quase ultrapassamos 60 milhões de usuários cadastrados nas quatro principais operadoras existentes no país. Nos Estados Unidos, por exemplo, 74% dos jovens possuem aparelhos celulares, e cada vez mais jovens. Também, o celular é considerado uma tecnologia descartável hoje em dia, já que trocamos de aparelho anualmente, no mínimo. A necessidade de comunicação e a globalização influenciaram muito neste processo de transformação. Antigamente, levavam-se dias para comunicar qualquer tipo de notícia a qualquer destino que fosse, já que o mundo não contava com tantos recursos tecnológicos como hoje. Agora, é necessário apenas um toque no display e você liga do Brasil para a China, por exemplo. O telefone, juntamente com a evolução da internet, revolucionou o jeito que o mundo se comunica e que as notícias acontecem, já que tudo se tornou globalizado com o passar dos anos.

O engenheiro mecânico Bruno Ribeiro, 25 anos, usa três aparelhos celulares e diz que não pensa em diminuir pelo menos um mudando para um celular mp9, por exemplo, que pega dois chips simultaneamente. “Até onde eu sei, a tecnologia de aparelhos desse tipo não está consolidada e a dor de cabeça com esse tipo de produto é maior do que andar com três aparelhos no bolso”, desabafa ele, que trabalha com pessoas de diferentes estados, por isso a necessidade de tantos números. “Só uso como despertador, mando e recebo mensagens de texto e ligo. Mas do que isso, não”, declara Bruno.


Já o estudante Victor Rolim, de 23 anos, tem dois celulares para não perder as promoções do mercado. “Todo mundo tinha um celular dessa operadora e ficava mais barato falar com meus amigos”, afirma ele.


A portabilidade trará vantagens para o consumidor. Agora, é possível manter o mesmo número de telefone e trocar de operadora, o que facilitará a vida de empresários e clientes que querem trocar de operadora e economizar, aproveitando as promoções e movimentando ainda mais o mercado.

Mulheres apenadas no Maranhão

Como vivem as encarceradas na única unidade prisional feminino do Estado

Por Jocileidia Feitosa

Primeira unidade prisional inteiramente dedicada à custódia de mulheres apenadas. Um espaço construído e adaptado ao universo carcerário feminino. Sua instalação consolidar-se-á como um avanço no âmbito da execução penal por parte desse segmento, historicamente excluído das políticas públicas de modo geral e da política penitenciária, em particular. O Centro de Reeducação e Inclusão Social das Mulheres Apenadas do Maranhão (CRISMA) tem espaço para oficinas, berçário, cozinha, sala de aula, enfermaria, além da malharia do projeto “Pintando a Liberdade”.

O Crisma conta uma população carcerária de cinqüenta e nove detentas, com algumas inseridas no mercado de trabalho fora da unidade, e as demais exercem atividades profissionalizantes nas dependências do próprio centro. As mulheres reclusas recebem treinamentos profissionalizantes com profissionais de diversas áreas, dentre elas, bordado, artesanato, fábrica de embalagens, corte e costura, trabalhos com biscuit, além do mais conta com o coral formado pelas próprias detentas.

O governo tem lançado programas para que as mulheres em presídios não sofram mais além de preconceitos a elas. Os projetos como: APAC, que promove a reeducação dessas mulheres, além de oferecer oficinas para que as mesmas tenham uma nova profissão. No CRISMA, localizado na Av. dos Holandeses- Olho D´agua, com a direção da diretora Josiane Oliveira, que segundo a mesma tem trabalhado praticamente como o modelo APAC, até porque este método ainda não trabalhado no Maranhão. No CRISMA, a área de saúde está bem trabalhada com a encarregada de saúde a Sra. Fátima Botelho, que não deixa a desejar quando se fala da saúde de suas presas. No Centro de Reeducação e Inclusão Social de Mulheres Apenadas do Maranhão (CRISMA), é promovido, semana da saúde, festas comemorativas.

Movimentos a favor das mulheres encarceradas

Por Jocileidia Feitosa

As detentas conta movimentos como o CUFA que dar apoio as apenadas, promovendo à integração de atividades sócio-culturais em todo estado do Maranhão, objetivando a conscientização das comunidades carentes a cidadania no seu mais abrangente significado, obtendo assim da sociedade, uma maior atenção aos problemas sociais. Identificando e potencializando Grupos de Pessoas engajadas na luta diária contra as várias formas de violência e exploração.

A população carcerária feminina cresceu consideravelmente. Se estabelecermos um parâmetro comparando em números percentuais, os presídios de mulheres aumentaram para acolherem o número de encarceradas, aproximados 60% a mais que a masculina. Mesmo sendo uma estatística assustadora, as mulheres continuam representando uma parcela muito pequena da população carcerária brasileira, no entanto, muito diferente do que se esperava, e caminhando para um numerário ainda maior, contrariando o que poderíamos prever.
Este aumento de mulheres presas na última década se deu pelo grande número de condenações por posse, uso e tráfico de drogas. A pena de prisão teve sua origem nos mosteiros da Idade Média, "como punição imposta aos monges ou clérigos faltosos, fazendo com que se recolhessem às suas celas para se dedicarem, em silêncio, à meditação e se arrependerem da falta cometida, reconciliando-se com Deus". Essa idéia inspirou a construção da primeira prisão destinada ao recolhimento de criminosos, a House of Correction, construída em Londres entre 1550 e 1552, difundindo-se de modo marcante no Século XVIII.
Dos lares a prisão
Parte das mulheres que ingressam no Sistema prisional, já vem de um histórico obscuro, algumas nos próprios lares vítimas de maus-tratos ou abuso de drogas (próprio ou de familiares próximos). As dependentes químicas, que estão fora dos presídios, por não possuírem antecedentes criminal, nem infringido as nossas leis. A prisão, tanto pela privação da liberdade, quanto pelos abusos que ocorrem em seu interior, na maioria das vezes, ocasionados pelas próprias apenadas entre si, constitui mais um elo seqüencial de múltiplas violências, que acabam delineando a trajetória de uma parte da população feminina.
Bárbara Musumeci Soares e Iara Ilgenfritz escritoras do livro “Prisioneiras” comenta, que "Muitas mulheres não suportavam o peso das emoções e se entregavam a um choro silencioso. Muito se discute a situação dos presos no Brasil, mas poucos voltam seu olhar à parcela feminina dessa população. Chamar a atenção para essa miopia do poder público e da sociedade é o que pretendeu um estudo coordenado pela socióloga e antropóloga Bárbara Musumeci Soares e pela advogada Iara Ilgenfritz.
Filhos longe de suas mães
Após o período de aleitamento materno é um dos momentos mais dolorosos do cárcere feminino, pois os quatro ou seis meses que mães encarceradas permanecem com seus bebês, são diferentes da gestação e concepção extra grade. A prioridade em mantê-los integramente juntos, faz com que este tempo seja sagrado e único, pois a única certeza existente é que logo haverá um adeus, que em milhares de casos, será para sempre.
O Projeto de Lei 5917/05, do deputado Gilberto Nascimento (PMDB-SP), que altera a Lei de Execução Penal (Lei 7210/84) para garantir aos filhos de presidiárias o direito à amamentação por pelo menos quatro meses. É prevista a criação de áreas reservadas para berçários nos presídios.

Pacto Nacional "Violência contra a Mulher"

Por Jocileidia Feitosa

A Violência Contra a Mulher é uma iniciativa do Governo Federal, que lançou o Pacto Nacional, suas ações principais consistem na consolidação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, incluindo a implementação da Lei Maria da Penha, a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e enfrentamento à feminização da Aids e outras DSTs, no combate à exploração sexual e ao tráfico de mulheres e na promoção dos direitos humanos das mulheres em situação de prisão.
Reduzir o índice de violência contra a mulher, é o principal objetivo deste projeto, que em conseqüência trará mudança cultural, proteger os direitos das mulheres em situação de violência principalmente às mulheres negras, indígenas e as que vivem no campo e nas florestas.

Superlotação e medicamentos, problemas principais nas unidades prisionais

Por Jocileidia Feitosa

No mês de abril do corrente ano, foram feitas inspeções realizadas pela Vara de Execuções Criminais (VEC) da capital, mediante à Resolução (nº 47/2008) do Conselho Nacional de Justiça, cumprida pela Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão, por determinação do corregedor Jamil de Miranda Gedeon. As inspeções percorreram várias unidades presidiárias, inclusive o Centro de Reeducação e Inclusão Social de Mulheres Apenadas (CRISMA), constatados além da superlotação cuja capacidade é 40 presas, faltam medicamentos básicos e ambulância.

O que ocorre nessas inspenções realizadas pelos órgãos responsáveis, não deixa de ser apenas casos de rotina, já que nenhuma providência é tomada. A superlotação continua, para levar tantas presas, sendo que as delegacias também estão superlotadas. Os medicamentos, materiais de limpeza, ambulância, esses são casos que a própria diretoria desse órgão vai solicitar para o resto da vida e não ser atendida. Infelizmente, o descaso dessas apenadas só vai acabar quando elas mesmas saírem pela porta que entraram.